• Regina Mota

Uma “colocação”: “com certeza”, a Língua Portuguesa é, “tipo assim”, imprescindível

Caso você seja um apreciador da Língua Portuguesa, não se assuste. Frases assim são ditas e escritas todos os dias. Sei que um título apropriado e bem escrito confere credibilidade ao texto, entretanto, tenha paciência. Leia calmamente este texto e compartilhe comigo o dia-a-dia da LÍNGUA PORTUGUESA. Seria muita pretensão resgatar a língua de Camões, Machado, Pessoa e outros clássicos, mas o meu desejo é simplesmente encontrar pessoas que queiram também “socorrer” a nossa língua.


Hoje, nove entre dez falantes usam a expressão “tipo assim”. Talvez seja um exagero meu. Talvez, apenas a constatação da realidade. Essa ocorrência já chega a contaminar frases escritas em redações de vestibular, como “O cidadão é 'tipo assim' uma pessoa que só quer os seus direitos”. A expressão “com certeza” chegou para finalizar a possibilidade de prolongar o discurso. Você não precisa argumentar sobre uma determinada idéia. Basta dizer “com certeza”, e o assunto está encerrado. Nas faculdades, nas empresas, as pessoas passam o dia fazendo “colocações”. É preciso que se tenha mais cuidado com as colocações... “Por favor, eu quero fazer mais uma colocação de acordo com a minha própria opinião pessoal”, “...houveram pesquisadores que aceitaram isso” , “Professora, dá para previsibilizar como será a sua prova?”, “A nível de estratégia...”, “Vou estar informando e divulgando o trabalho”.


Essa lista de frases interessantes não tem fim. Mas é importante que tenhamos mais cuidado com a linguagem. Por isso, para que o seu texto seja original, fique atento a algumas observações: se a opinião é sua, só pode ser pessoal. O verbo haver na frase “houveram pesquisadores”, é impessoal, portanto fica no singular. Com a tecnologia, a nossa língua ganhou o maximizar, minimizar e outros. Até aí, tudo bem. Quanto a previsibililizar... Fuja da expressão “a nível de”; ela não enriquece o seu texto. Um ouvinte/leitor atento fica irritado com o texto “ando, ando, ando...”, usado meramente para ligar frases. Para que tanto gerúndio? Muitos dizem que não sabem Português. TODOS NÓS SABEMOS PORTUGUÊS. Às vezes, o que não se consegue é coerência entre o que se fala, pensa e escreve.

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