• Regina Mota

Novembro: início do fim, Regina Mota

A vida é um deserto de histórias: superação. Silêncio quebrado. Na mansão dos mortos, posso erguer o dia, lançar minha alma ao vento. O destino brinca de esconde-esconde.


“Quando a Indesejada das gentes chegar, talvez eu tenha medo, talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível.” Na poesia de Bandeira, busco o canto, o pranto. Encontro, descanso, repouso. Sensação de completude da vida. Iniludível: é evidente, não se pode burlar.


A esperança de realizar os sonhos e as promessas, mesmo aquelas guardadas na gaveta, afloram na expectativa de que no fim tudo pode dar certo. Findar novembro de glória. Sensação de intimidade com a delicada saudade. Sonhos, sombras, sinos. Canto de partida, despedida, poesia.


Novembro começa com finados: celebração, reflexão, saudade. Silêncio quebrado: início, esperança, realização.


Novembro pede calma, meditação, entrega, repouso. Sensação de chuva fina numa paisagem bucólica. Imagens dos desejos olfativos, visuais, táteis, auditivos. Poesia na vida.


Novembro traz desejos secretos. Cumplicidade, poesia, ondas beijando a areia. Burburinho de ideia, sol, chuva. Novembro é de abraço querido, de tempo, de presença.



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