Curso Regina Mota

Desenvolver a habilidade de expressão escrita, estudando questões fundamentais da gramática e da prática redacional. O Curso Regina Mota de Português e Redação é ideal para quem busca bons resultados no vestibular/Enem e concursos. No site você encontra mais informações sobre o curso, além de ter acesso a textos, vídeos e conteúdo de qualidade sobre Língua Portuguesa e Cultura Brasileira.

GRAMÁTICA

 3 – “Não há alegria pública que valha mais que uma boa alegria particular.” Machado de Assis

 MAU E MAL

Na dúvida, adote esta regra prática: mal é oposto a bem; mau é oposto a bom. Faça a substituição: mal-humorada (bem-humorada); o mal-estar (o bem-estar).

 Mau é adjetivo; portanto, modifica um substantivo e varia em gênero e número. Ele é mau (bom) companheiro. / Eles são maus companheiros. Ela é má      (boa) companheira. / Elas são más companheiras.

 Mal pode ser: substantivo  (Não há mal que sempre dure./ Eles sofriam de vários males.) advérbio: (O  jogador comportou-se mal.); conjunção temporal: (Mal cheguei, eles saíram.); prefixo:  mal-educado, malcriado, mal-entendido

 2 – “Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento.” Clarice Lispector

Você terá, a seguir, informações confiáveis a respeito de: PRESIDENTE ou PRESIDENTA

 1- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

 presidenta * substantivo feminino

1     mulher que se elege para a presidência de um país

2     mulher que exerce o cargo de presidente de uma instituição

Ex.: a p. da Academia de Letras

3     mulher que preside (algo)

Ex.: a p. da sessão do congresso

4     Estatística: pouco usado.

esposa do presidente

 2-Gramática
CUNHA, Celso, Luís F. Lindley Cintra. Nova gramática do português contemporâneo. 5ª ed. Rio de Janeiro: lexikon, 2008.

 “Alguns substantivos terminados em –e são, geralmente, uniformes. Essa igualdade formal para os dois gêneros é, como veremos adiante, quase que absoluta nos finalizadores em nte, de regra originários de particípios presentes e de adjetivos uniformes latino. Há, porém, um pequeno
número que, à semelhança da substituição –o (masculino) por –a (feminino), troca o –e por –a.

Assim:

 

  MASCULINO FEMININO
 elefante
elefanta
governante     governanta
infante infanta
mestre mestra
monge monja
parente parenta

Observação:

Os femininos giganta (de gigante), hóspeda (de hóspede) e presidenta (de presidenta) têm ainda curso restrito no idioma.”

 3 – Instituto Euclides da Cunha – Língua Brasil – Maria Tereza de Queiroz Piacentini – 9.11.2010

“Como chamar a nova presidente do Brasil”

Dona Dilma Rousseff tem à sua disposição dois nomes para designar seu novo cargo: presidente e presidenta. E nada a impede de usar ora um, ora outro, dependendo do que lhe soar melhor.  Com o tempo, a preferência pode recair no substantivo válido para os dois gêneros:
presidente, ou pode se tornar mais comum o uso da palavra com a desinência do feminino: presidenta.

“Neste caso específico, valem os dois termos: uma juíza pode ser a presidente ou a presidenta de um Tribunal, por exemplo. A primeira forma é de uso mais corrente, porém é bom saber que “presidenta” é uma variação possível, assim como há outros femininos (raros) em -nta: overnanta, infanta, parenta, giganta…”

Segundo Piacentini,  o termo governante também pode ser usado para a mulher que administra a casa de outrem; no entanto, sempre se preferiu falar em governanta, pois a terminação em “a” deixa mais claro se tratar do feminino, principalmente em situações que não comportam o artigo
“a”. Quanto a infante, era substantivo de dois gêneros no português arcaico, mas ao longo do tempo, com a troca da vogal temática para “a”, veio a se firmar um nome específico para as filhas dos reis de Espanha e Portugal ou para as mulheres dos infantes: infanta.

Portanto, fique à vontade para usar “a presidente” ou “senhora presidente” ou “presidenta”.

1 – “Aprendi novas palavras e tornei outras mais belas.” Carlos Drummond de Andrade

1 – Atenção para a grafia de algumas palavras:

antirracista
antessala
autoestima
autossatisfação
autoanálise
coautor
infraestrutura

2 _ por que,  porquê, por quê, porque

Eis uma questão muito cobrada nos concursos.

São quatro maneiras de grafar os porquês:

2.1 – POR QUE (SEM ACENTO EEM DUAS PALAVRAS)

A – Nas interrogações diretas.

Ex.: Por que ele bebeu e dirigiu?

B – Quando equivale a por que motivo ou por que razão.

Ex.: Não se sabe por que ele bebeu e dirigiu.

C – Quando equivale a pelo(a) qual, pelos(as) quais.

Ex.: A estrada por que passei estava péssima. Aliás, as estradas brasileiras estão péssimas.

D – Quando equivale a por qual.

Ex.: Ninguém sabe por que (por qual) caminho passar.

2.2 – POR QUÊ (COM ACENTO EEM DUAS PALAVRAS)

A – Em final de frases.

Ex.: Ele saiu, por quê?

Ex.: Ele saiu. Por quê?

2.3 – PORQUE (NUMA SÓ PALAVRA)

A – Nas respostas das perguntas diretas.

Ex.: Ele saiu cedo porque quis.

B – Quando é conjunção (EQUIVALE A POR CAUSA DE QUE)

Ex.: Não fui ao trabalho porque estava doente.

 

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