Curso Regina Mota

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Mercado Central, Regina Mota

Belo Horizonte é Mercado Central. De tudo tem um pouco. Conhecer o Mercado Central é conhecer a diversidade da cultura mineira. O indispensável está no Mercado Central: do simples ao sofisticado. Os corredores parecem não ter fim. Oncotô? Proncovô? Os cheiros, as cores, as vozes se misturam às prateleiras quase centenárias. Os olhares estão atentos e curiosos para desvendar as peculiaridades do Mercado Central.

O Mercado Central é lugar para passear, para fazer compras, encontrar amigos, sorrir. Pode ter pouca ou muita idade. No mês de setembro comemora-se o aniversário do Mercado Central. Tradição e simplicidade.

No Mercado Central você pode comprar um tanto de coisa, uai. Flor, fruta, rapadura. Pano de chão, de prato, de bandeja. Embalagem, praticidade, pimenta. Roupa de cama, bebidas nacionais e importadas. Pistache, panelas, velas. Amendoim, ervas, plantas. Fumo de rolo,
cidra, pequi. Laranja-da-terra, laranja-da-baía, laranja-azeda, laranja-cravo, diversidade. Bacalhau, biscoito, vinho, sofisticação. Salmão defumado, geleias, jiló. Produtos esotéricos, segurança, peixes ornamentais. Agências bancárias, caixas eletrônicos, loteria, modernidade. Armazém, produtos a granel, tradição. Bolinha de gude, esmeril, cristal, castanhas. Gamela, baú, colher de pau, simplicidade. Bolsa, saco de linhagem, vassoura. Artesanato do nordeste, do sul, do norte, de Minas Gerais. Verduras: couve, almeirão, samambaia, ora-pro-nóbis, quiabo. Legumes: batata, cenoura, chuchu. Se quiser pode levar tudo picadim pra depois afogar e comer quentim com arroz, feijão, torresmo, angu. Farmácia, salão, capela. Saúde, vaidade, fé. Amigos, café. Conhecidos, chopp. Rede, tamborete, descanso. Doce, queijo, cachaça. Tradição de Minas. Carnes, comida com gosto de fogão a lenha. Quitanda, licores, mel. Produtos para o café da manhã, para o almoço, para o jantar. Revistas, jornais, balaio, tacho. Animais. Ala preferida das crianças: gato, cachorro, pato, galinha, codorna, tartaruga, pássaro. Fruta gelada em qualquer estação: abacaxi, melancia, coco. Bem geladinha, aliás, é a cerveja que se toma em pé ou de pé. Cerveja com fígado acebolado, jiló frito, alegria, pernil. É só arredar o copo que cabe mais um. Mercado Central é segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo, feira.

Olhares atentos e curiosos. Bocas que mastigam e bebem e falam e riem. Bebem e riem porque é sábado, é domingo, é dia de Mercado Central. Os balcões se desdobram de felicidade para atender o freguês que quer ser feliz sem caçar confusão. Deixa de ser bobo, sô! Ô moço, o Mercado Central está aí procê ser feliz, uai. Num arredo o pé do Mercado Central.

Jornal Hoje em dia, 27.8.2007



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